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Até pouco tempo atrás, bastava saber peso e altura para entender se você se enquadrava no diagnóstico de obesidade.

Mas, segundo um novo estudo publicado na JAMA Network Open, esse critério pode estar desatualizado — e, na prática, subestima a realidade.

O que mudou?

Pesquisadores de Harvard e Yale analisaram dados de mais de 14 mil participantes adultos e aplicaram uma nova definição de obesidade à população americana.

A nova classificação não se baseia apenas no índice de massa corporal (IMC), mas inclui também medidas da cintura, como circunferência, relação cintura-quadril e cintura-altura.

Essas medidas ajudam a identificar o acúmulo de gordura visceral, aquela que envolve os órgãos internos e está mais associada a doenças cardiovasculares e metabólicas.

🩺 Com isso, pessoas com peso “normal” podem ser diagnosticadas com obesidade se apresentarem excesso de gordura abdominal.

Na prática, a mudança torna o diagnóstico mais preciso e reflete melhor os riscos reais à saúde do paciente.

O impacto prático

Segundo a nova classificação, quase 40% das pessoas com IMC “normal” foram consideradas obesas sob os novos critérios. Além disso, a prevalência de obesidade na população dos Estados Unidos saltou de 40% para 75%.

(Imagem: Waffle Studios)

Isso nos leva à seguinte pergunta: será que estamos ignorando sinais precoces de risco por confiar apenas em uma fórmula criada em meados do século XIX?

Outro ponto de atenção levantado é o fato de existirem pessoas que o IMC classifica como obesas, mas que, na verdade, têm pouca gordura corporal e boa saúde metabólica.

🩺 Vale lembrar que o IMC, apesar de prático, ignora distribuição de gordura, massa muscular e outros fatores que influenciam diretamente a saúde metabólica.

E agora?

Mesmo com apoio de mais de 70 organizações médicas globais, a nova definição ainda não foi implementada na prática clínica.

Os autores do estudo pedem cautela e afirmam que são necessárias mais pesquisas para entender como essas mudanças afetariam diagnósticos, tratamentos e políticas de saúde.

Por fim, fica a pergunta: o número de pessoas com obesidade realmente dobrou — ou apenas passamos a enxergá-las com mais clareza?

PS: Para quem quiser se aprofundar no assunto, aqui está o estudo original completo.

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