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Se o tempo é o maior adversário de um atleta, Fernando Alonso parece ter feito um acordo com ele. Com 44 anos completados, o espanhol segue na Fórmula 1 com a mesma fome de quando despontou como prodígio no início dos anos 2000.

Mais do que títulos ou números, Alonso construiu uma carreira marcada por paixãoresiliência excelência técnica.

O início meteórico

Nascido em 29 de julho de 1981, em Oviedo, na Espanha, Fernando Alonso começou a correr aos 3 anos, com um kart construído pelo seu pai. Desde então, a velocidade sempre foi seu habitat natural.

Estreou na Fórmula 1 em 2001, pela Minardi, e rapidamente chamou atenção. Promovido à Renault em 2003, a Espanha — até então sem tradição na categoria — encontrou em Alonso seu herói e o esporte, um novo astro.

(Imagem: LAT Images)

Na equipe francesa, Alonso tornou-se o primeiro espanhol a subir ao pódio e o mais jovem a fazer uma pole position e vencer uma corrida — no GP da Hungria de 2003.

Em 2005 e 2006, conquistou o bicampeonato mundial, encerrando a hegemonia de Michael Schumacher e se tornando o mais jovem campeão da história até então. Aqui um momento de duelo dos dois

Entre apostas arriscadas e frustrações

O talento era inquestionável — essa largada aqui em 2011 comprova isso. Contudo, as decisões de carreira nem sempre foram as mais acertadas.

Após o auge na Renault, Alonso passou por McLaren (2x), Renault (mais 2x) e Ferrari, em momentos marcados por competições internas e carros que não estavam à altura da sua maestria.

Na scuderia, entre 2010 e 2014, ficou 2x com o vice-campeonato, sempre batendo na trave contra Sebastian Vettel.

(Imagem: Alamy)

Com o tempo, Alonso passou a ser visto como o “campeão sem título”, o piloto que sempre entregava mais do que o carro prometia. Em 2018, desgastado com os fracassos, decidiu deixar a Fórmula 1.

O retorno e a reinvenção

Alonso nunca foi de se acomodar. Durante o hiato da F1, disputou as 500 Milhas de Indianápolis, o Rali Dakar e venceu 2x as 24 Horas de Le Mans, provando que seu talento transcendia categorias.

Em 2021, retornou à Fórmula 1 pela Alpine, rebatizada da antiga Renault. Em 2023, aos 41 anos, brilhou novamente ao assumir o desafio na Aston Martin: com um carro competitivo, subiu ao pódio 8 vezes e foi um dos grandes protagonistas da temporada.

Legado e idolatria

(Imagem: Aston Martin)

Fernando Alonso é mais do que 2 títulos mundiais. É símbolo de longevidade, inconformismo e paixão pelo esporte. Nunca se contentou com o papel de figurante. Mesmo nas derrotas, correu como um campeão.

Em 2025, disputa sua 22ª temporada na Fórmula 1 — a maioria delas como protagonista. Isso porque Fernando Alonso, mais do que um piloto, é um legado: o de que o talento, quando guiado pela paixão, nunca envelhece.

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